Jerusalém – Um Pouco da História

A capital de Israel e a sua cidade mais populosa (mais de 800.000 habitantes). As principais instituições governamentais estão situadas em Jerusalém: o Knesset, o Supremo Tribunal, a residência presidencial e a residência do Primeiro Ministro.

A cidade está localizada na faixa central montanhosa de Israel – as montanhas da Judeia. A cidade está localizada geograficamente em uma região de cruzamentos significativos que ligam diferentes estradas transversais na Terra de Israel (subindo da planície costeira até a montanhas do leste da Transjordânia) com uma estrada que se estende de norte a sul – que lhe deu uma posição importante desde a antiguidade.

 

A História de Jerusalém

Jerusalém tem uma longa e rica história de mais de 5.000 anos. É sagrada para as três religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo. A importância de Jerusalém para a fé destas religiões tem feito dela o centro de conflitos e guerras que duram até os dias atuais.

A cidade era o centro da vida do povo judeu em tempos antigos e objeto de desejo quando estavam no exílio. Hoje, Jerusalém serve como um centro de peregrinação de fiéis de várias religiões o ano todo.

A origem do nome de Jerusalém, por uma crença popular, originou-se do deus cananeu do pôr do sol – Shalem. Mas Jerusalém teve muitos nomes ao correr da história – cerca de 70 nomes!

O centro antigo de Jerusalém foi desenvolvido cerca de 3000 AC na colina oriental, agora conhecida como “Cidade de David”. A sua mudança de uma residência temporária para uma permanente ocorreu no século 19 AC.

A cidade foi mencionada nas cartas de Amarna encontradas no Egito no meio do século 14 AC.

Naquele tempo, os Cananeus conquistaram a cidade e a transformaram em uma importante e fortificada cidade chamada Jebus (em homenagem aos Jebuseus).

Por volta do ano 1.000 AC o rei David conquistou a fortaleza de Sião (“Sião” significa fortaleza no dialeto Jebuseu) e fez da cidade a capital do seu reino, chamando-a de “Cidade de David”.

No ano 960 AC, a construção do Primeiro Templo foi completada pelo Rei Salomão (também conhecido como Templo de Salomão), que transformou a cidade em um centro religioso nacional de seu reino. Quando seu reino unido foi dividido como o Reino da Judeia e o Reino de Israel no ano 928 AC, Jerusalém continuou sendo a capital do Reino da Judeia.

No ano 598 AC, Nabucodonosor, rei da Babilônia cercou Jerusalém e colocou o Rei Jeoiaquim em exilo ao lado de 10.000 prisioneiros e os tesouros do templo. No ano 586 AC, após a rebelião de Zedequias, Nabucodonosor cercou a cidade mais uma vez, conquistou e queimou a cidade. O Templo foi destruído e a maioria das pessoas da Judeia foram exiladas para a Babilônia. No ano 538 AC, após o Decreto de Ciro, o Grande, da Pérsia, O Retorno a Sião começou – o retorno dos exilados da Babilônia para a Terra de Israel. No ano 516 AC a construção do Segundo Templo foi concluída e Jerusalém foi então refortificada.

O Período Helenístico em Jerusalém começou quando foi conquistada sem luta por Alexandre, o Grande, no ano 332 AC. Em 168 AC, toda a região foi conquistada pelo grego Antíoco IV Epifânio. Suas rigorosas restrições religiosas deram início a rebelião dos Macabeus, que foi lutada por sete anos. Durante a rebelião, os Macabeus conseguiram conquistar Jerusalém e restabelecer a liturgia no templo. Após a rebelião, a dinastia dos Hasmoneus governou a Judeia e Jerusalém até a conquista romana em 63 AC. Em 37 AC, Herodes, o Grande, foi nomeado Rei da Judeia pelos romanos. Herodes expandiu a cidade e começou um projeto grandioso de reconstrução do templo, tornando-se enorme e extravagante. Ele foi descrito como uma das mais magníficas construções da antiguidade.

Em 33 DC Jesus foi crucificado fora dos muros da cidade velha (a data exata está sob controvérsia, varia entre 26 e 36 DC, durante o reinado de Pôncio Pilatos na Judeia.

Em 66 DC, a guerra judaico Romana teve início (também conhecida como A Grande Rebelião Judaica), que resultou na destruição de Jerusalém por Tito e o templo foi queimado. Apenas uma relíquia do templo permaneceu – o Muro Oeste. Cerca de 60 anos mais tarde, outra guerra teve início – a revolta de Bar Kokhba (131 DC). Em 130 DC, o Imperador Romano Adriano construiu a cidade Romana Aelia Capitolina sobre as ruínas de Jerusalém, e os judeus foram proibidos de entrar.

Desde o início do século 3 DC Jerusalém perdeu sua importância até o início do Período Bizantino, quando começou a voltar a ganhar importância como uma cidade santa para o cristianismo.

Jerusalém tornou-se um importante centro Cristão após a construção da Igreja do Santo Sepulcro, e muitas outras igrejas durante o século 4. Entre os anos de 614-629 DC, a cidade estava sob a ocupação persa, mas os bizantinos reassumiram o controle até a conquista árabe em 638 DC. O reinado do Califado Omíada começou com a conquista de Jerusalém, após uma captura de seis meses. A segurança dos cristãos e suas igrejas foram prometidas nos termos da rendição. Naquele período (691 DC), as grandes estruturas Muçulmanas foram construídas sobre o Monte do Templo – Al-Aqsa e o Domo da Rocha. Depois de 750 DC, a cidade passou o poder para o Califado Abássida até 969 DC, e depois para o Califado Fatímida. Um período de instabilidade começou no Oriente Médio e na Terra de Israel, e o Império de Seljuk se aproveitou disso para fazer uma conquista rápida em 1071 DC.

Em 1099 DC, o Período das Cruzadas do Reino Latino de Jerusalém começou, após a conquista da cidade na primeira cruzada. Os exércitos cruzados massacraram a maioria dos moradores Judeus e muçulmanos. Em 1187 AD Saladino conquistou Jerusalém e permitiu que os Judeus voltassem a viver lá. Em 1229 DC, o segundo período das cruzadas começou com a reconquista de Jerusalém na sexta cruzada. O Segundo Reino de Jerusalém durou até o tempo em que a cidade foi destruída por Khwarizmi Turks em 1244 DC. Em 1260 DC, os Tártaros invadiram a cidade e a destruíram, e em 1267 DC, os Mamelucos reconquistaram Jerusalém e mantiveram o controle até 1516 DC. Durante esse período, Jerusalém era uma cidade insignificante aos arredores do Império Mameluco, sem valor estratégico. Durante esse tempo, o significado sagrado de Jerusalém como um lugar para o Islã cresceu para se tornar o terceiro lugar mais sagrado. Em 1517 DC o Império Otomano conquistou Jerusalém. Suleiman, o Magnífico, construiu os muros da antiga cidade ainda vistos até hoje e renovou a Cidadela e a Torre de David. A fortuna de Jerusalém diminuiu com a queda do Império Otomano, e grandes partes da antiga cidade ficaram desertas. Durante os séculos 18 e 19 a comunidade judaica foi renovada e cresceu até se tornar a maior comunidade da cidade. Os primeiros bairros de fora das muralhas da cidade antiga foram construídos.

Durante o século 19 DC os poderes coloniais começaram a mostrar mais interesse em Jerusalém. A construção europeia de estabelecimentos religiosos e culturais começou. Em 1917, no final da Primeira Guerra Mundial, Jerusalém tornou-se parte do Mandato Britânico que a declarou como a capital do país. As instituições estavam concentradas em Jerusalém que também se tornou o centro político da comunidade judaica. De acordo com o Plano de Partilha para a Palestina feito pela Nações Unidas em 1947, Jerusalém e Belém deveriam estar sob um regime internacional especial, mas quando a Guerra da Independência começou, os árabes e os judeus tentaram assumir o controle sobre a cidade. Jerusalém estava sob um cerco árabe e apenas comboios blindados conseguiram quebrá-lo e permitir a sobrevivência da comunidade judaica. Em 1949, no final da Guerra da Independência, Jerusalém foi declarada como a capital do Estado de Israel. Entre os anos 1948-1967, a cidade foi dividida: Jerusalém do leste (incluindo a cidade antiga) estava sob a soberania do Reino da Jordânia e Jerusalém do oeste sob a soberania do Estado de Israel. Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, Jerusalém do leste foi conquistada e a cidade foi unida sob a soberania israelense.

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